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História da Igreja

Em 1979, mais precisamente no mês de outubro, comecei a estudar os Testemunhos de Ellen G. White, devido a certas dificuldades que estava passando.   Eu não compreendia muito do que lia, mas mesmo assim continuava a leitura, e a maior parte do que eu entendia, era no literal. No ano de 1988, fui morar na cidade Satélite de Taguatinga – DF.

Por ter em minha mente o que seria um verdadeiro cristianismo, comecei então a cobrar dos irmãos da igreja que eu pertencia (Igreja Adventista do Sétimo Dia), atitudes iguais às que estavam escritas nos Testemunhos. Mas o que eu não sabia, era que esta igreja não era mais a “Igreja de Deus”. Mesmo assim continuei à busca de uma igreja perfeita.

Em abril de 1996, recebi um convite para pregar em uma igreja na região de Taguatinga Sul. A princípio fiquei indecisa, mas depois resolvi que iria. Preparei então um tema para uma semana de oração: “Os dez mandamentos”. Ao preparar este tema, pensei que a igreja estaria pronta para receber aqueles ensinamentos, mas para a minha surpresa, percebi que era uma mensagem estranha para eles, mesmo assim prossegui. Já quase no final da semana, comecei a ficar desanimada, pois percebi que somente eu pregava aquela mensagem.                      

Então resolvi que ao findar aquela semana nunca mais pegaria nos livros e nem mais pregaria em igreja alguma. E aquilo era verdadeiro. Para complicar ainda mais a situação, na noite de quinta-feira, no término do culto, estava na saída da igreja para cumprimentar os membros, quando um dos meus sobrinhos ao me cumprimentar, disse-me: - “Tia, a senhora pegou pesado”. Aquilo soou nos meus ouvidos como um sino. Estou realmente fora da comum ordem das coisas. Foi então que a ideia anterior ficou mais firme. Cheguei à garagem do prédio onde morava e lá fiquei um bom tempo refletindo sobre a situação. Em seguida subi para o meu apartamento, e chegando ao quarto mal tirei os sapatos, deitei-me na cama do jeito que estava, com o rosto olhando para o teto, adormeci.

Sonhei que estava em um local, como se fosse a superfície da terra e ao olhar, via várias direções ao mesmo tempo. Eu estava no centro do planeta e era como se fosse um parafuso, que girava, e ao girar, podia ver longe e perto de todo o planeta. Quando estando nesta posição, olhei para mim, e me vi com uma camisa amarela, e cantava um hino, e pregava um sermão. E só eu cantava aquele hino, pregava aquele sermão, e vestia aquela camisa. Fiquei atônita e preocupada com a situação. Mas ao olhar novamente para a terra, percebi que havia várias encruzilhadas (caminhos) que cruzavam umas com as outras. E em cada encruzilhada havia uma ou duas pessoas. E elas gritavam para mim, dizendo: “Irmã Ana! Oh, irmã Ana”. Quando eu olhava, elas me falavam: “Estamos vestindo sua camisa, pregando seu sermão e cantando seu hino”. E eu fui virando e ouvindo em todas as direções aquelas vozes. Então acordei. Fique pensando que poderia ter mais pessoas na mesma situação que a minha, com uma mensagem estranha para muitos. Assim, continuei convicta de que não mais iria pregar mensagem alguma. Que pararia por aqui mesmo.

No sábado então fui para a igreja encerrar a semana de oração. O meu ex-marido, que até então ainda éramos casados, ficou em Taguatinga Centro e eu fui para Taguatinga Sul. Quando voltei do culto fui direto para o quarto colocar o material que havia levado. Olhei então para a penteadeira que havia ali, e vi uma folha de papel A-4 escrita assim:

“Não desanimes!
Continue estudando.
 Em breve tudo será esclarecido
Jesus te ama
A paz de Deus seja contigo.”

E em cima dessa folha com esses dizeres, estava um botão de rosa vermelha, que por sinal era muito bonito...
Comecei a pensar: será que o meu ex-marido tinha comprado aquele botão de rosa em um dia de sábado? Mas não era possível, pois em vinte anos de casados nunca tinha me dado nem uma pétala de rosa, quanto mais um botão. Quando eu estava arrazoando comigo mesma, ele entrou e começou a falar: - “Mandaram pra você”. Aí, começou a contar que vinha voltando da igreja, passando pela Comercial Sul, quando de repente um vulto de um homem passou por ele, esbarrou em seu ombro e lhe falou: - “Pegue esta rosa e leve para Ana; diga a ela que...” e falou as palavras que estavam no papel, que ele tinha escrito.

Foi por causa dessa experiência que não desisti. No sonho dizia para não desistir, isto era verdade, pois eu estava disposta realmente a parar com tudo.  Tinha muita incerteza, pois o que a mensagem me revelava era algo desconhecido.  Um mês depois eu sonhei que alguém me entregava uma folha de papel A- 4 toda escrita, mas as letras estavam todas misturadas, e em dois dos seus cantos, havia, em um, uma árvore faltando um lado, e no outro canto, havia um homem faltando um braço e uma perna.  Eu segurava aquela folha e fazia como se faz com nota de dinheiro falsa, olhando de várias posições para poder ver a imagem que está escondida. Nessa folha, as letras estavam embaralhadas, e eu fui girando até que de repente, todas as letras se encaixaram formando os nomes perfeitos. Por falta de conhecimento, quando encontrava os parágrafos, não conseguia ajuntá-los fazendo deles um parágrafo de ouro. Mas, depois com ajuda do Espírito Santo, a luz foi brilhando e fui conseguindo formar os elos, e assim formando a corrente da verdade. Por causa do sonho da camisa amarela, então comecei a observar os vários grupos que estavam surgindo por aquela ocasião. O tempo foi passando e eu continuava naquela procura. Foi quando tive outro sonho: sonhei que estava dentro de um carro, que por sinal era o meu próprio carro. Eu dirigia em uma mata espaçada e o caminho em que estava me conduzia em direção ao céu.

À medida que ia subindo, fui saindo da terra e ficando no espaço; então vi suspensas várias casas, todas sem teto, sem paredes e sem piso. Quando me vi dentro destas casas, pisando só nas vigas que ligavam umas as outras, fiquei desesperada, e comecei a pensar assim: “É um pesadelo, vou orar a Deus e Ele vai me acordar”. Quando estava pensando assim, acordei, e virei para o outro lado da cama e continuei a dormir. Continuei no mesmo sonho, só que eu já estava no chão em um caminho, e ia à procura de um rei. Neste instante vi um homem passando em um Chevette. Meus olhos acompanharam o carro e então, vi do lado esquerdo uma igreja em cima de um morro pequeno. O homem do Chevette veio e subiu pelo fundo da igreja. Olhei novamente para o lado direito e vi outro carro com outro homem, só que desta vez uma Pajero, e ele veio e subiu pela frente da igreja. Aí eu pensei: “Vou subir no mesmo lugar em que o homem da Pajero subiu”, mas não consegui. Então subi entre os dois. Lá chegando, olhei para dentro da igreja por uma janela que era como janela de um restaurante, aquela divisão entre a cozinha e o refeitório. Olhando para dentro, vi o homem do Chevete e lhe perguntei pelo homem da Pajero, perguntei como se já o conhecesse. E o do Chevette, respondeu: “Está lá dentro, chame-o”. Então eu o chamei e fiquei aguardando. Enquanto aguardava, olhei para dentro da igreja e vi um pé de melancia e um pé de abóbora que subiam pela parede, um de um lado e o outro, do outro lado. Todos dois estavam cheios de frutos. Os dois tinham os troncos bastante grossos. Quando estava olhando para as plantas, minha atenção foi chamada para o fundo da igreja e vi então uma porta por onde estava entrando o homem da Pajero. Neste momento, o homem do Chevette passou perto da parede que estava com os pés de melancia e de abóbora, e nisto as ramas das duas se soltaram da parede e se enrolaram nele, então comecei a gritar: “Saia daí, que elas vão te matar”. Então, as ramas se enrolaram nele e ele simplesmente olhou para mim e disse: “Não é para queimar, é só para assar”. Quando ele disse isso eu me senti como se eu e eles dois fôssemos para a fogueira, mas não íamos ser queimados, só assados, então acordei. Além destes sonhos, tive vários outros que me marcaram muitos e também tive minha luta com a igreja, pois a minha visão espiritual vinha da fonte que era a Bíblia e os Testemunhos. E foi por causa deste conhecimento, que pude fazer separação entre o bem o mal, pude perceber, que o verdadeiro cristianismo estava encoberto por um falso, só com aparência. Quero dizer ao caro leitor, que entre esses sonhos tinha alguns que me mostravam a condição da igreja e me faziam entender melhor os escritos, pois os sonhos e os escritos se fechavam, como por exemplo, sonhar com farol, árvore e muitas casas sujas.

Na tentativa de descobrir o povo de camisa amarela, comecei a ir a vários grupos a procura dessas pessoas, mas como já mencionei, não consegui em nenhum grupo encontrar a mesma mensagem, às vezes era muito semelhante, mas nunca igual. Então nos fins de semanas comecei a viajar para Cristalina ou Minas Gerais, mais precisamente Pirapora e Várzea de Palmas. Às vezes ficava mesmo no DF, quando comecei a frequentar a igreja de Riacho fundo II. Comecei na igreja e depois fiquei estudando com duas irmãs da igreja, que entenderam e começaram a aderir à mensagem, e assim continuamos com muitas lutas e às vezes desapontamentos. Quando estava com essas duas irmãs do Riacho Fundo II, um dia conhecemos um grupo do Gama no DF, que tinha ligação com outro grupo de Curitiba. Passamos seis meses frequentando reuniões com aqueles irmãos, mas logo percebi que não era o verdadeiro.

Através dos estudos e orações percebi que a igreja que eu frequentava já tinha cumprido a sua profecia, mas ainda havia outro cumprimento da última igreja, como por exemplo, um parágrafo da página 11 do manual da igreja que diz: “A igreja universal se compõe de todos os que verdadeiramente creem em Cristo; mas, nos últimos dias, um tempo de ampla apostasia, um remanescente tem sido chamado para fora, a fim de guardar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus. Este remanescente anuncia a chegada da hora do juízo, proclama a salvação por meio de Cristo e prediz a aproximação de Seu segundo advento. Esta proclamação é simbolizada pelos três anjos de Apocalipse 14; coincide com a obra de julgamento no Céu e resulta numa obra de arrependimento e reforma na Terra. Todo crente é convidado a ter uma parte pessoal neste testemunho mundial”. (Apoc. 12: 17; 14: 6-12; 18: 1-4; II Cor. 5: 10; Jud. 3 e 14; I Pe. 1: 16-19; II Pe. 3: 10-14; Apoc. 21: 1-14).

Essa descoberta me fez reforçar a busca por este povo, mas como não achava, então pensei, “enquanto eles não aparecem, vou fazendo alguma coisa para não ficar parada”. E nesse efetuar comecei perceber que nós poderíamos ser os remanescentes da sétima igreja. Mesmo porque agora não tem mais como voltar atrás. Teremos que lutar, e lutar sermos homens e mulheres “portentosos”, como falou Ellen G. White.

Os remanescentes são agora sem dúvida "homens portentosos", quando as humilhações e as lágrimas de sua peregrinação dão lugar à exaltação e honra na presença de Deus e do Cordeiro. "Naquele dia o Renovo do Senhor será cheio de beleza e de glória, e o fruto da terra excelente e formoso para os que escaparem de Israel. E será que aquele que ficar em Sião e o que permanecer em Jerusalém, será chamado santo; todo aquele que estiver inscrito entre os vivos em Jerusalém." (Profetas e Reis, pág. 592). (Dan 2: 35; Isa. 4:2 e 3; Dan. 2: 44, 45).

No dia 23 de setembro, o Senhor mostrou-me que Ele havia estendido a Sua mão pela segunda vez para reaver o remanescente do Seu povo, e que se deviam fazer esforços redobrados neste tempo do ajuntamento. Na dispersão, Israel fora castigado e maltratado, mas agora no tempo do ajuntamento, Deus sarará o Seu povo e o unirá. Na dispersão fizeram-se esforços para espalhar a verdade com pouco êxito, pouco ou nada tendo sido conseguido; mas no ajuntamento, quando Deus coloca a Sua mão para readquirir o Seu povo, esforços para disseminar a verdade terão o seu esperado efeito. Todos devem estar unidos e cheios de zelo na obra. Vi que era errado se referirem alguns à dispersão, daí tirando exemplos para nos governar no ajuntamento; pois se Deus não fizesse mais por nós agora do que fez então, Israel jamais seria ajuntado. Tenho visto que o diagrama de 1843 foi dirigido pela mão do Senhor, e que ele não deve ser alterado; que as figurações eram o que Ele desejava que fossem, e que Sua mão estava presente e ocultou um engano em alguma figuração, de maneira que ninguém pudesse vê-lo, até que Sua mão fosse removida.  (Profetas e Reis, pág. 74).

Sonhei que Deus, por uma mão invisível, enviou-me um cofrinho admiravelmente trabalhado, cujo tamanho era de mais ou menos 15 cm de comprimento por 25 cm de largura, feito de ébano e curiosamente marchetado de pérolas. Presa ao pequeno cofre havia uma chave. Imediatamente tomei a chave e abri o cofre quando, para minha surpresa, encontrei-o cheio de joias de toda espécie e tamanho, diamantes, pedras preciosas e moedas de prata e ouro e de todo tamanho e valor, lindamente arranjadas em seus diferentes lugares no cofre; e assim arranjadas elas refletiam luz e glória só igualadas pelo Sol.

Achei que eu não devia desfrutar esta maravilhosa visão sozinha, embora o meu coração estivesse mais que jubiloso ante o brilho, beleza e valor do seu conteúdo. Assim coloquei-o em uma mesa de centro, em minha sala, e anunciei que todos os que tivessem vontade podiam vir e contemplar a mais gloriosa e fulgurante visão nunca antes vista pelo homem nesta vida.

O povo começou a entrar, de início poucos em número, mas aumentou até tornar-se uma multidão. Quando no princípio olharam para dentro do cofre, exclamaram de alegria. Mas quando os espectadores aumentaram, cada um começou a mexer nas joias, tirando-as do cofre e espalhando-as na mesa. Comecei a pensar que o dono reivindicaria outra vez o cofre e as joias de minhas mãos; e se eu permitisse que fossem espalhadas, jamais conseguiria colocá-las de novo em seus lugares no cofre como estavam antes; e senti que eu nunca poderia fazer face ao custo, pois seria imenso. Comecei então a apelar ao povo para que não as manuseasse, não as tirasse do cofre; mas quanto mais eu pedia, mais as espalhavam; e agora pareciam espalhá-las todas sobre o assoalho, pelo piso e sobre toda peça de mobiliário na sala.

Vi então que entre as pedras genuínas e moedas, eles haviam espalhado uma quantidade inumerável de joias ilegítimas e moedas falsas. Senti-me profundamente revoltada com seu baixo procedimento e ingratidão, e reprovei-os e censurei-os por isso; mas quanto mais eu os reprovava, mais eles espalhavam as joias e moedas falsas entre as genuínas.

Fiquei revoltada e comecei a usar a força física para expulsá-los do aposento; mas enquanto eu estava empurrando um para fora, três entravam e traziam para dentro sujeira, cisco, areia e toda espécie de lixo, até que cobriram cada uma das verdadeiras joias, diamantes e moedas, ficando tudo fora de vista. Partiram também em pedaços o meu cofre e espalharam-no entre o lixo. Pensei que homem algum se incomodava com minha tristeza ou minha ira. Fiquei inteiramente desanimada e desencorajada, e assentei-me e chorei.

Enquanto eu estava assim chorando e lamentando a minha grande perda e responsabilidade, lembrei-me de Deus, e ferventemente orei para que Ele me enviasse auxílio.

Imediatamente a porta se abriu e um homem entrou na sala, quando todas as pessoas se haviam retirado; e esse homem, tendo na mão uma vassoura, abriu as janelas, começando a varrer a sujeira e o lixo da sala.

Pedi-lhe que desistisse, pois havia algumas joias preciosas espalhadas entre o lixo.

Disse-me ele para "não temer", pois "tomaria cuidado delas".

Então, enquanto ele varria o lixo e a sujeira, joias e moedas falsas, tudo saiu pela janela como uma nuvem, sendo levados pelo vento para longe. Na agitação eu fechei os olhos por um momento; quando os abri o lixo tinha desaparecido. As joias preciosas, os diamantes, as moedas de ouro e de prata, continuavam espalhadas em profusão por todo o recinto.

Ele colocou então sobre a mesa um cofre, muito maior e mais belo que o anterior, e ajuntou as joias, os diamantes, as moedas, e lançou-as dentro do cofre, até não ficar uma só, embora alguns dos diamantes não fossem maiores que a ponta de um alfinete.

Então ele me chamou: "Vem e vê”.

Olhei para dentro do cofre, mas os meus olhos estavam deslumbrados com a visão. Elas brilhavam com glória dez vezes maior que a anterior. Pensei que tivessem sido esfregadas contra a areia pelos pés das pessoas ímpias que as haviam espalhado e sobre elas pisado contra a poeira. Elas estavam arrumadas em bela ordem no cofre, cada uma no seu devido lugar, sem qualquer visível esforço da parte do homem que as pusera ali. Soltei uma exclamação de verdadeira satisfação, e esse grito despertou-me. (Primeiros Escritos, págs. 81-83).

Por isso, com as responsabilidades aumentando, percebemos que sem uma organização seria impossível prosseguir. Então começamos nos organizar em grupos, até que em dezembro de 2011 resolvemos nos registrar como igreja. Somos um povo consciente de nossas responsabilidades com referência à volta de Nosso Senhor Jesus Cristo.